Ainda o escândalo Vara
Sobre este escândalo que é toda a carreira do socialista Armando Vara, em instituições públicas, pagas pelo nosso bolso, aqui vai mais uma opinião que subscrevo integralmente...
Fraude e escândalo
Quem se reformar este ano aos 65 anos vai ter de
trabalhar mais dois meses, mesmo com 40 anos de
descontos. Mas pode ter de trabalhar mais cinco,
se a vida de descontos se ficar nos 20. Isto, se não
quiser sofrer os efeitos da redução mensal prevista
para compensar o efeito do aumento da esperança
média de vida.
Numa pensão de mil euros, a perda seria de 13 euros
mensais. Numa de 500, não andará longe de uma
redução de 100 euros por ano…
Não é uma medida popular. Mas é mais inteligente
do que um aumento cego da idade da reforma e
parece inevitável para garantir a sustentabilidade
do sistema.
A notícia surge um dia depois de se saber que um
gestor público que saiu da CGD para o BCP acabou
promovido, retroactivamente, um mês e meio depois
de deixar a instituição.
Porquê? Para que o seu nível salarial atingisse o
topo, beneficiando a respectiva reforma quando
chegasse a sua hora.
A prática, desculpam-se os que o promoveram, é
antiga e vem dos tempos em que a Caixa tinha um
fundo de pensões próprio. Mas hoje já não é assim
e a pensão de Vara virá do bolo comum. Numa pensão
de milhares, a benesse representará, quanto
muito, umas magras dezenas mensais, mas para as
conseguir não será forçado a trabalhar mais… Nem
sequer trabalhou.
Os portugueses perguntam-se sobre o que diria o
ministro da Segurança Social ou o das Finanças, que
tutela a Caixa, se cada patrão passasse a promover
ficticiamente os empregados para efeitos de reforma.
Fraude, diriam eles! Escândalo, dizemos nós.
Graça Franco
Quem se reformar este ano aos 65 anos vai ter de
trabalhar mais dois meses, mesmo com 40 anos de
descontos. Mas pode ter de trabalhar mais cinco,
se a vida de descontos se ficar nos 20. Isto, se não
quiser sofrer os efeitos da redução mensal prevista
para compensar o efeito do aumento da esperança
média de vida.
Numa pensão de mil euros, a perda seria de 13 euros
mensais. Numa de 500, não andará longe de uma
redução de 100 euros por ano…
Não é uma medida popular. Mas é mais inteligente
do que um aumento cego da idade da reforma e
parece inevitável para garantir a sustentabilidade
do sistema.
A notícia surge um dia depois de se saber que um
gestor público que saiu da CGD para o BCP acabou
promovido, retroactivamente, um mês e meio depois
de deixar a instituição.
Porquê? Para que o seu nível salarial atingisse o
topo, beneficiando a respectiva reforma quando
chegasse a sua hora.
A prática, desculpam-se os que o promoveram, é
antiga e vem dos tempos em que a Caixa tinha um
fundo de pensões próprio. Mas hoje já não é assim
e a pensão de Vara virá do bolo comum. Numa pensão
de milhares, a benesse representará, quanto
muito, umas magras dezenas mensais, mas para as
conseguir não será forçado a trabalhar mais… Nem
sequer trabalhou.
Os portugueses perguntam-se sobre o que diria o
ministro da Segurança Social ou o das Finanças, que
tutela a Caixa, se cada patrão passasse a promover
ficticiamente os empregados para efeitos de reforma.
Fraude, diriam eles! Escândalo, dizemos nós.
Graça Franco
Etiquetas: Sem vergonha

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